A SATISFAÇÃO PESSOAL DE QUEM FAZ CURSOS APÓS OS 50 ANOS
Realização pessoal, força de vontade e determinação. São esses fatores que impulsionam as pessoas a fazerem um curso superior após os 50 anos. Voltar aos bancos escolares tornou-se muito comum nos dias de hoje. Seja para fazer uma graduação, uma pós-graduação ou mesmo um curso técnico. E o interessante é que esse comportamento deve-se muito mais a uma satisfação pessoal do que a uma necessidade. E não pense que é fácil.
Acredita-se que pessoas na terceira idade sejam mais inflexíveis e tenham mais resistência às novidades. O estudante sênior sofre, portanto, um preconceito infundado por parte da sociedade. Na maioria das vezes isso é um grande erro de avaliação. O que ocorre é justamente o contrário. É a fase da vida em que a pessoa tem mais experiência e maturidade profissional, dominando plenamente seu ofício. Formada em contabilidade Edinete Cavalcanti dos Santos, de 63 anos, já está no seu terceiro curso. “Eles me colocaram para frente”, celebra Edinete. Em 2009, ela fez um ano de Nutrição na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). E, ano passado, ela concluiu o curso de Psicologia na mesma universidade. E não pensem que ela para por aí. O foco agora está no curso de Serviço Social. “Gosto de ajudar as pessoas e por isso vou encarar os quatro anos de estudo, com certeza”.
Vera Lúcia Cabreira de Lima, de 60 anos, também experimenta as expectativas de quem acabou de ser aprovada no vestibular. Ela começou a freqüentar as aulas de Análise de Política de Saúde na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), localizada em Porto Alegre. “Queria muito realizar esse sonho. Então por que não encarar mais essa nova experiência?”, explica Vera. A faculdade, segundo Vera, será importante para seu crescimento tanto profissional quanto pessoal. O incentivo dos filhos também foi decisivo na hora de decidir prestar vestibular. “Sempre fui à formatura deles. Agora os espero na minha!”, brinca. Os amigos do Clube A também foram grandes apoiadores. “Eles sempre me deram força”. Outra grata surpresa, de acordo com Vera, foi a receptividade dos jovens concorrentes a uma vaga no curso. “Fui bem recebida, me senti integrada, uma verdadeira adolescente esperando os portões se abrirem”, comemora.
Fonte: Revista Gente Grande
Edição: 19º
Jornalista responsável: Raquel Holmo
Publicação: Clube A
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